sexta-feira, 14 de agosto de 2015

PROGRAMA SATHYA SAI DE EDUCAÇÃO EM VALORES HUMANOS



“Assim como a natureza do Sol é aquecer e iluminar, a natureza da chuva é molhar e vivificar, a natureza da flor é perfumar e embelezar, a verdadeira natureza do Ser Humano é Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-Violência.”


Um ser humano que não manifesta essas qualidades é como um Sol sem calor nem luz, como uma chuva que não molha. Não está sendo verdadeiramente humano. Sai Baba vem anunciar com grande ênfase à Humanidade que o Ser Humano é Divino. Não devemos nos vitimizar com pensamentos mesquinhos e pequenos sobre nós mesmos.


“O homem vive na Terra para aprender, antes de tudo, a arte de ser homem, e depois a arte de ser divino. Vista assim, a vida é uma aventura onde cada ação, cada pensamento e cada palavra do homem pode manifestar a divindade que está latente. O egoísmo do homem é a causa de todos os males.”


Se o Ser Humano abriga o próprio Deus dentro de si, por que sofre? O que é o egoísmo?


“Conhecer Deus é o empreendimento mais importante da vida. O homem deve conhecer Deus, sentir Deus. Isto é realização. Isto é religião. De nada vale conhecer todas as outras coisas quando se desconhece Deus.”


Assim sendo, está claro que a grande aventura do jogo da vida consiste em descobrir a si mesmo, ou seja, remover a capa de egoísmo que envolve a nossa própria essência divina. O mundo exterior é apenas o cenário dessa aventura.

A fonte da verdadeira felicidade não é meramente a conquista material, mas a conquista do próprio universo interior. Ao nos estabelecermos firmemente nessa fonte interior, manifestamos a paz e o amor que queremos para o mundo.

Como alcançar a vitória nesse empreendimento? Assim como temos que quebrar a casca do coco para saboreá-lo, como podemos quebrar a casca do ego para saborear a divindade interior?


“Da mesma forma como duas asas são essenciais para um pássaro alçar vôo ao céu, e duas rodas são necessárias para uma carroça mover-se, dois tipos de educação, material e espiritual, são necessárias para que o homem atinja seu objetivo na vida. A espiritual destina-se à vida, enquanto a material a um meio de vida. É só quando o homem é equipado com estes dois aspectos da educação que torna-se merecedor de respeito e amor por parte da sociedade.”


A necessidade de educação espiritual é urgente. Uma educação onde os valores humanos estão ausentes contribui hoje para a construção de uma sociedade egoísta e competitiva onde, apesar do progresso tecnológico, nunca se viu tanta injustiça e violência. As pessoas vivem com medo, ansiedade, depressão e outros distúrbios mentais, sem o menor conhecimento de suas causas e, menos ainda, de sua cura.

O sistema educacional “moderno” prepara consumidores de informação, e peças para a engrenagem do mercado de trabalho. E o caráter dos estudantes? O que fazer com toda essa informação? A educação do coração costuma ser ignorada. Enquanto se ensina como resolver equações do segundo graus, será que não se poderia ensinar também que “quanto mais pessoas você faz feliz, mais feliz você fica”?



Programa de educação em valores humanos


Este objetiva a compreensão da personalidade humana como um todo. Duas máximas são importantes e merecem consideração: “Cada indivíduo é uma centelha do Divino”, e, “Deus existe”. Os valores da Verdade, Ação Correta, Paz e Não-Violência fluem da energia básica do Amor. Estes valores são relevantes para o desenvolvimento da personalidade e para o sucesso na vida diária. São tão importantes hoje em dia como o foram no passado.

É fundamental entender a energia básica do Amor, que é a corrente subjacente de todos os valores humanos. Quando esta energia do Amor é traduzida em pensamentos, temos a Verdade. O Amor em ação, nos leva à Ação Correta. Amor como sentimento dá origem à Paz. Amor como compreensão é Não-Violência. A Não-Violência é a expressão das excelências combinadas de todos os valores da Verdade, Ação Correta e da Paz. De fato, ela determina a unidade de toda a existência. A personalidade humana é, então, a manifestação desta unidade em pensamentos, palavras e ações.

Todo educador, desde tempos imemoriais, tem enfatizado que a verdadeira educação deve conduzir à construção do caráter do aluno. Em verdade, declara-se que o fim da educação é o caráter. A palavra “caráter” tem sido definida de várias formas, por vários especialistas, filósofos, educadores etc.. Entretanto, Sathya Sai Baba define o caráter, em relação à educação, como sendo “unidade entre pensamento, palavra e ação”. Não pode haver dúvida, então, de que o fim do processo educativo deve ser a “integração do homem”. Este fato, infelizmente, vem sendo ignorado pelos planejadores educacionais. O resultado é um mundo à beira da total desintegração.

Os Valores Humanos não são passíveis de serem obtidos de um texto e nem fornecidos por qualquer companhia, não podem ser presenteados por amigos e nem comprados no mercado. Eles são uma atitude natural que provém do coração. Estão presentes naturalmente em nós.


“Educação não é mero conhecimento, é ação. Significa a prática de valores humanos na vida diária, e não apenas as palavras: Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-Violência. É preciso haver perfeita harmonia entre pensamento, palavra e ação. Deve haver unidade entre coração, cabeça e mãos: estes são os verdadeiros Valores Humanos.”


Tem sido dito que a educação é para a vida e não se não se destina somente a ganhar a vida. A educação é o processo de esculpir a personalidade humana. Acredita-se que o homem deve tornar-se um mestre de si mesmo, e um rei do seu meio ambiente. Infelizmente, hoje em dia, isto não está acontecendo. Vemos o caos completo e a desintegração no mundo. A raiz do problema é a constante ausência de unidade nos pensamentos, palavras e ações do homem. Para restaurar a sua grandeza, a educação tem um importante papel a cumprir. “Educação é o banco onde a nação desconta o seu cheque cada vez que precisa de cidadãos talentosos e honestos”, porém, desafortunadamente, a educação atual tem feito do homem um escravo dos seus sentidos, incapaz de dominar a si mesmo. Assim, o homem de hoje pode desenvolver técnicas que lhe permitam a ilusão de domínio sobre o seu meio ambiente, mas está longe de tornar-se um mestre de si mesmo, pois o nosso sistema educacional cuida apenas do desenvolvimento da mente e do corpo, ignorando totalmente o Espírito. Necessitamos então, redirecionar as metas da educação para que vejam o homem como um todo integrado.

Considerar o redirecionamento das metas de educação uma tarefa ao nosso alcance, tendo em vista as circunstâncias tremendamente adversas e o ambiente acelerado da vida atual, com sua suposta falta de tempo, pode parecer utópico. Precisamos meramente refocalizar nossa atenção para as metas corretas da educação. Tudo o de que nós, professores necessitamos é mudar a nossa perspectiva e corrigir nossa visão. Abre-se assim uma nova dimensão diante de nós.

“Educação é para a vida e não para um meio de vida”. Assim Sri Sathya Sai Baba, chanceler do Instituto Sri Sathya Sai Baba de Educação Superior (universidade reconhecida), resume a essência da educação. Certamente, nem só de pão vive o homem. A vida é muito grande e vasta para ser reduzida a um punhado de migalhas e moedas. O homem busca a satisfação de algumas aspirações humanas básicas. Ele procura alegria, paz e felicidade. Ele busca reconhecimento, ele gosta de realizar e exceder. Se examinarmos isso mais detidamente, chegaremos à conclusão primordial: “o homem busca e aspira por excelência”. Bem lá no fundo, cada ser humano tem embutida essa busca pela excelência. Ela pode assumir diferentes formas e expressões em diversas ocasiões, mas aparece como o denominador comum em todas as esferas das atividades humanas. Apesar de todos buscarem esta meta à sua própria maneira, raramente uma pessoa se detém para pensar e definir o que é excelência.


 “Excelência significa fazer bem as pequenas coisas; fazer mil coisas um por cento melhor em vez de fazer uma coisa só, mil por cento melhor”.


Tendo sugerido uma visão geral de excelência, agora passamos à tarefa de definir a estrutura que permite atingi-la e mantê-la. No contexto da educação escolar integral, a excelência tem três componentes:

  • ·        Excelência Acadêmica
  • ·        Excelência Ambiental
  • ·        Excelência Humana


Se a escola oferece insumos sistemáticos e bem definidos para todos estes níveis, poderá ser atingido o desenvolvimento integral da personalidade dos alunos. A personalidade será imbuída de excelência.

Sugere-se que no conteúdo escolar estudado pelo aluno, os valores estejam implícitos nos vários tópicos. O professor deve extrair os aspectos de valores dos assuntos estudados, que tenham a ver com a nossa vida diária. A ideia básica é que todas as atividades e conteúdos sejam orientadas pelos valores, de modo que o ensino de valores possa ser ministrado em todas as atividades da escola.

É recomendado o uso de cinco técnicas de ensino extremamente simples, mas muito poderosas. São elas: sentar-se em silêncio, citações, cantar em grupo, contar histórias e atividades em grupo (jogos de motivação, jogos de faz-de-conta etc.).
A eficácia destas técnicas tem sido avaliada experimentalmente em milhares de escolas em todo o mundo, e tem sido comprovado que elas produzem uma mudança notável na qualidade da educação e no caráter das crianças. Mas a condição imprescindível para este êxito é o compromisso e a dedicação do professor.

O professor é o farol que deve guiar e liderar. Se falha em sua função de iluminar, muitos naufragarão nas rochas. Ele deve ser vigilante e sábio para que os corações tenros e livres das crianças sejam tratados com grande cuidado e de uma forma reverente. É dito com muita propriedade: “Assim como o mestre, assim são os pupilos”. Quando a torneira é aberta, a água fluirá somente se o reservatório estiver cheio. A qualidade da água da torneira é a mesma da água do reservatório. Quando o coração do mestre está cheio de bondade, altruísmo e amor, os alunos expressarão essas virtudes em cada um dos seus atos.

Os pais confiam seus filhos aos professores nas escolas, acreditando que eles são capazes e estão interessados em orientá-los e ensinar-lhes habilidades e costumes que os ajudem mais tarde a resistir aos sofrimentos e tentações do mundo. O fardo dos professores é, portanto, bem pesado. Quando uma criança precisa de ajuda, corre para os seus pais; quando os pais precisam de ajuda, recorrem ao professor.

Um professor era comparado a Deus, nos tempos antigos. Os professores devem ser estudantes vitalícios, engajados não apenas no mero estudo, mas mergulhados na prática também. Somente a chama de uma lamparina acesa pode acender outras chamas. Portanto, o mestre dedicado deve levar a iluminação aos tenros corações dos seus alunos e cuidar da sua luz interna, para que possa inspirar os que estão sob seus cuidados.
Os pais detêm a custódia dos filhos. É importante considerar primeiro o seu papel. Cada criança é uma peça de mármore branco na qual os pais e professores devem esculpir uma imagem do que ela realmente é: um broto que deve ser ajudado a florescer em toda a sua glória. Para instilar os valores da humildade e serviço amoroso ao próximo nas mentes das crianças, os pais têm de executar um papel importantíssimo. Eles devem ter fé nas verdades básicas da vida. Devem ser vistos sentados em silêncio, desculpando os lapsos dos outros, compadecendo-se da dor e da tristeza. Eles não devem ser vistos pelas crianças como pessoas ansiosas, desamparadas e descontentes, sofredoras e desprovidas de fé.

Se os pais são inclinados a serem indulgentes em excesso e a darem liberdade excessiva, devem se considerar os maiores responsáveis por arruinar o caráter dos seus filhos. Na verdade, os pais devem oferecer exemplos de honestidade, controle dos sentidos e disciplina. Frequentemente vemos brotos de árvore amarrados a estacas pelos jardineiros, para que cresçam eretos. Quanto mais comprida a árvore, maior e mais firme a estaca. Assim, também, de acordo com a faixa etária, a disciplina deve se tornar cada vez mais rígida para que a criança possa crescer corretamente, firme a forte. O conhecimento pode ser ministrado pelo professor, mas a disciplina, o rigoroso controle dos sentidos e o comportamento da criança devem ser administrados pelos pais. Mesmo enquanto as mentes das crianças são tenras e seus corações imaculados, elas devem ser treinadas para purificar e suavizar os pensamentos, palavras e ações. As crianças aprendem muito através do exemplo. Assim, os lares nos quais crescem, bem como todos os lares, devem ser puros e com vibrações livres de ódio, inveja, cobiça, desrespeito e hipocrisia. Os pais devem promover um comportamento respeitoso no lar. Eles devem ter cuidado com o seu próprio comportamento em presença das crianças, pois os jovens aprendem muito por imitação. Os pais cujo comportamento e conduta são contrários ao que é falado e ensinado aos seus filhos, criam uma tempestade de dúvidas, uma dicotomia crescente nas mentes das crianças.

A criança nasce na unidade, plena de amor, solidariedade e alegria. A educação atual, tanto na família quanto na escola, não enfoca o amar a si mesmo como prioridade. Em pouco tempo a criança perde a referência de si mesmo, aprende o medo, perde a fé e a autoconfiança. Depois aprende nos livros a conhecer tudo, mas não a lidar consigo mesmo, a ter paz emocional e mental. Dessa forma, o grande ensinamento, que é amar o próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas, se torna mais teórico do que prático.

Sathya Sai Baba, na condição de Avatar da Educação, é um emissário do Universo para ajudar a nossa humanidade a reaprender a expressar o Divino que habita o coração de cada um de nós, e aprender a conviver em paz uns com os outros e com a natureza. Portanto, a Pedagogia da Educação em Valores Humanos por ele criada pertence à espécie humana.

O mundo está faminto de amor, por isso as pessoas estão adoecendo tanto. Mas fique claro uma coisa: não é o corpo que está adoecendo, é a alma. Aprendemos desde cedo que é preciso vencer na vida, que é importante ser o primeiro na escola, no trabalho etc.. Todos almejam o título de campeão em alguma coisa. Na educação que vem se praticando no mundo, o cérebro é o comandante de todas as ações humanas. Nenhuma importância se dá ao coração, que é na verdade a fonte de toda sabedoria. A depressão e todas as demais angústias humanas surgem a partir da constatação do vazio interno. Sabemos quase nada a respeito de nós mesmos, vivemos mergulhados numa imensa escuridão, daí o medo, a tristeza e a terrível sensação de não saber amar e não ser amado.

O Programa de Educação em Valores Humanos propõe o resgate da condição humana a partir da escola. Primeiro aprende-se a ser feliz, depois a fazer sucesso. Valoriza-se nele o silêncio, a conversa diária com o eu interior, a convivência com as emoções, a prática das virtudes e o enamoramento consigo mesmo. Só quando aprendemos a nos amar, podemos amar o nosso próximo e toda a humanidade. Só conseguimos doar aos outros, aquilo que temos disponível dentro de nós, especificamente no coração.

A revolução que o Programa de Educação em Valores Humanos propõe é de dentro para fora, através da energia mais poderosa que existe: o Amor. Ele é a essência da vida, aquilo que nos transforma em seres humanos de primeira classe. Bondade significa bom comportamento, boa conduta, boa disciplina e bom caráter. Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-Violência são, verdadeiramente, os cinco princípios vitais do homem. A vida humana é uma jornada do “eu” para o “nós”.


“O homem deve conhecer a Suprema Verdade do Ser Único por trás de tudo o que existe, ou pelo menos conhecer a Verdade prática do Amor e da Irmandade. Esses dois pontos são os limites que a educação deve ter sempre em mente, o ponto de partida e a meta”.


A pedra angular filosófica da Educação Sathya Sai Baba é o conceito de Educare. Sai Baba faz uma distinção entre o que se considera tradicionalmente como “Educação” e o que ele chama de “Educare”. Qual é o significado fundamental de Educação? A palavra deriva da raiz latina Educare, que significa “extrair o que está dentro”.

Os princípios que regem o termo Educare, como Sathya Sai Baba o utiliza, são:

  • ·      A divindade é amor, e é a corrente subjacente de todos os valores humanos.
  • ·    Educare traz à luz os valores humanos inerentes e os transforma em ação na vida cotidiana.
  • ·       O propósito da educação é levar uma vida plenamente humana e espiritual.
  • ·  O objetivo da educação é o caráter, e o caráter se manifesta como a unidade de pensamento, palavra e ação.
  • ·        Os princípios compreendidos no conceito de Educare se aplicam a todos.


Desde seu princípio na Índia ao final da década de 1960, a Educação Sathya Sai Baba foi difundida em todas as partes do mundo e é praticada por educadores em diversos cenários culturais.


“Amor como pensamento é Verdade.
Amor como ação é Retidão.
Amor como sentimento é Paz.
Amor como compreensão é Não-Violência.”


O Programa Sathya Sai de Educação em Valores Humanos foi desenvolvido por professores, pedagogos e psicólogos, sob orientação de Sri Sathya Sai Baba, fundador e Chanceles da Universidade Sri Sathya Sai, considerado o maior educador da Índia moderna. O Programa vem sendo aplicado em suas escolas, na Índia há mais de trinta anos, com resultados alentadores, sendo, também, adotado por várias escolas do mundo inteiro. Sabemos que é função dos educadores não apenas desenvolver com os jovens as disciplinas técnicas necessárias a qualquer profissão, mas, também, ajudá-los a deixar florescer em si todos os Valores Humanos, de forma natural e espontânea, sem impor-lhes novos modelos de conduta, novos modos de pensar.

O Programa Sathya Sai Educare de Educação em Valores Humanos foi criado em 1963, por educadores que buscavam educadores indianos que buscavam por orientação do Mestre Sathya Sai Baba para compor uma metodologia que aliasse formação moral, espiritual e acadêmica, uma proposta de educação integral. Em 1978, o Programa é adotado pelo governo da Índia e implantado em diversas escolas públicas. No Brasil a primeira experiência escolar ocorreu em 1995, com a fundação da Escola Sathya Sai de Vila Isabel no Rio de Janeiro.

Os objetivos principais da proposta são a excelência acadêmica, a excelência de caráter, a excelência moral e espiritual. A metodologia do Programa compõe três perspectivas, o método direto, que consiste em utilizar os valores humanos e suas respectivas técnicas de aplicação em aula específica para esse fim. O método indireto consiste em utilizar os valores de forma interdisciplinar nas disciplinas curriculares e o método extracurricular que aborda os valores em atividades escolares realizadas na comunidade ou no próprio espaço escolar.

O Programa possui cinco valores universais de atuação, onde cada valor permeia um diferente nível de consciência:

  • ·      Valor Paz: nível de consciência: emocional; técnica de aplicação: sentar-se em silêncio, harmonização e relaxamento.
  • ·  Valor Verdade: nível de consciência: intelectual; técnica de aplicação: citação.
  • ·  Valor Retidão: nível de consciência: físico-agir; técnica de aplicação: narrativa, contos etc..
  • ·       Valor Amor: nível de consciência: psíquico; técnica de aplicação: canto em grupo.
  • ·        Valor Não-Violência: nível de consciência: espiritual; técnica de aplicação: trabalho em grupo.


“A educação é um processo lento, como o desenvolvimento de uma flor, na qual a fragrância se torna profunda e mais perceptível no florescimento silencioso, pétala por pétala. Este desenvolvimento significa disciplina e inteligência em vez de ser apenas resultado da ação de uma pessoa dedicada à tarefa de ensinar e preparar para os exames de maneira meramente receptiva. O exemplo e não o preceito é a melhor ajuda para o ensino.”


Método de preparação do professor: O método inicia-se com a preparação do professor para o despertar e conscientização dos valores humanos que lhes são inerentes. Nessa preparação são utilizados métodos psicopedagógicos avançados, meditação, estudos de filosofia e das escrituras sagradas e mitológicas de todas as tradições espirituais. Vivências de autoconhecimento, além de noções de teatro e artes plásticas, canto e danças folclóricas e devocionais de todas as culturas.

Método de aplicação para estudantes: Na aplicação do Programa de Educação em Valores Humanos para crianças e adolescentes podem ser empregadas as seguintes metodologias:

·  Método Direto: A escola cria um espaço específico para o Programa independentemente da programação oficial do ano letivo. Estabelece-se um dia da semana e uma carga horária mensal para as aulas e vivências, que são ministradas não como uma disciplina complementar, mas como oficinas.

·      Método Indireto: Os valores humanos são integrados no currículo escolar, ou seja, incluídos no ensino de todas as matérias ministradas pelos professores. As matérias devem ser expostas de modo abrangente com criatividade e perspectivas objetivas e subjetivas. Os valores humanos devem ser nos dois métodos exemplificados pelo professor pelas suas atitudes.

   Método Paralelo: Os valores humanos são trabalhados durante as atividades externas da escola: excursões, visitas aos museus, parques, fazendas, indústrias e templos das diversas religiões. Nessas ocasiões o professor aborda os valores de acordo com as circunstâncias e as oportunidades.



Técnicas de Aplicação do Programa


Harmonização: Essa técnica desenvolve a atenção e o poder de concentração, acalma o corpo e a mente, permitindo a descoberta do universo interior e abrindo espaço para o autoconhecimento, a transformação e a criatividade. Podem ser usadas meditações infantis e para adultos de todas as tradições religiosas e correntes espiritualistas. Por meio de visualizações e da imaginação criativa, a mente se expande e desenvolve talentos, e a intuição enriquece o campo de habilidades. Essa técnica também desenvolve a autodisciplina e harmonização das emoções.

Objetivo Didático: Conceito e definição do valor ou valores que serão trabalhados na aula. Podem ser utilizados pensamentos ou provérbios de todas as culturas, pois eles têm extraordinário poder de síntese e tratam do sentido amplo do valor em pauta.

Canto Conjunto: Cantos devocionais de todas as tradições espirituais, mantras e orações cantadas. Também cantigas populares e folclóricas que ofereçam condições de trabalhar valores. Essa técnica incrementa o sentido de unidade e harmonia, e, o que é ensinado por meio das canções é mais facilmente assimilado.

Narrativas de contos, mitos, fábulas, histórias e parábolas: essa técnica é muito eficiente no processo de interiorização dos valores humanos. Quando os mestres transmitem ensinamentos através de contos ou parábolas, as lições penetram no nosso ser profundo e a linguagem simbólica e alegórica fala aos níveis mais sutis da consciência. A identificação com heróis, santos, líderes espirituais e mestres de todas as culturas acontece pelo sentimento mais do que pelo raciocínio e os valores são corporificados pelos personagens e mais facilmente reconhecidos pelos alunos em si mesmos.

Atividades em Grupo: trabalhos manuais, artes plásticas e representação teatral dos alunos sobre o valor enfocado servem como meio de expansão criativa da inteligência e amplia a sensibilidade. As artes abrem novos portais de percepção e inspiração. Essa técnica trabalha a interação dos dois hemisférios cerebrais e a expansão da mente.

Tarefas de Seguimento: Trabalhos que relatam os sentimentos e a assimilação dos valores abordados em relação a si mesmo e aos outros e a vida cotidiana convidam a observação do próprio comportamento e do que precisa ser transformado pela prática de valores. Propor a auto-observação e a indagação sobre a prática de valores e da importância desses valores para ser feliz e fazer feliz.

Silêncio e Interiorização: Recomenda-se o silêncio por alguns minutos após o término da aula para promover a sedimentação do que foi ensinado e vivenciado.




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